Quarta, 20 de Outubro de 2021
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Saúde Consórcio regional

Cidades se oferecem para sediar base do Samu após Avaré anunciar encerramento do serviço regional

Prefeitura de Avaré informou que vai encerrar contrato com o Samu porque outros 11 municípios utilizam o serviço, mas dividem os custos de forma desigual. Ainda não há data definida para a mudança.

09/10/2021 18h11 Atualizada há 1 semana
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Por: A Estância
Cidades se oferecem para sediar base do Samu após Avaré anunciar encerramento do serviço regional

Depois que a prefeitura de Avaré (SP) anunciou que vai cancelar a base do Samu regional na cidade, os municípios de Itaí, Paranapanema e Taquarituba informaram, nesta sexta-feira (8), que estão disponíveis para sediar o serviço.

O Samu de Avaré funciona por meio de um consórcio regional de municípios e assiste os moradores de 12 cidades: Avaré, Arandu, Barão de Antonina, Cerqueira César, Coronel Macedo, Fartura, Itaí, Itaporanga, Manduri, Paranapanema, Taguaí e Taquarituba.

Nesta semana, a prefeitura de Avaré informou que iria encerrar o serviço, já que o custo é muito alto e estaria sendo dividido de forma desigual entre os municípios.

O município alegou ainda que não recebe recursos federais para manter o serviço e afirmou que os demais municípios consorciados pagam R$ 0,85 por habitante, enquanto Avaré paga R$ 3,70 por morador.

Por isso, a prefeitura de Avaré informou que vai montar um novo serviço de atendimento móvel de urgência, que atenda apenas aos moradores da cidade. Segundo o prefeito, já foi feita uma proposta de divisão per capita para os municípios que integram o consórcio, mas eles não teriam aceitado.

Depois desse pronunciamento, representantes de cidades que fazem parte do consórcio se reuniram e decidiram, por unanimidade, que o Samu terá uma nova base de regulamentação.

Conforme a prefeitura de Fartura, todos os municípios que integram o Consórcio Intermunicipal do Alto Vale do Paranapanema e o Samu Vale do Jurumirim estão em dia com o repasse mensal para subsidiar os serviços prestados pela rede de atendimento móvel. 

Apesar do anúncio, ainda não há data estabelecida para o fim das atividades do Samu em Avaré, ou para mudança de sede. 

Protesto

Funcionários do Samu protestam contra cancelamento da base em Avaré — Foto: Arquivo Pessoal 

Após o pronunciamento do secretário de Saúde sobre o cancelamento da base em Avaré, funcionários do Samu realizaram uma manifestação em frente à Câmara Municipal, na segunda-feira (4). 

Uniformizados e com faixas, o grupo protestou contra o cancelamento da unidade, alegando que o serviço é de extrema importância para a população. 

"Fomos heróis da pandemia para a população e somos lixo para a Prefeitura de Avaré", diz uma das faixas. 

Posicionamentos 

Em nota, o Consórcio Intermunicipal do Alto Vale do Paranapanema (AMVAPA) disse que o Samu em Avaré foi criado por uma lei municipal em 2011, com um termo de convênio de cooperação mútua intermunicipal, autorizado pelo Ministério da Saúde. 

Segundo o consórcio, a responsabilidade atual da AMVAPA na administração do Samu é fornecer sete médicos e três enfermeiros ao serviço, o que está sendo feito. 

Já o Ministério da Saúde informou que o Samu Regional foi desabilitado da Prefeitura de Avaré por causa de irregularidades encontradas na escala dos trabalhadores. Segundo a pasta, havia dias em que só ficava um médico de plantão, deixando a Unidade de Suporte Avançado sem atendimento. 

O Ministério da Saúde informou ainda que a prefeitura já foi notificada pela pasta e que aguarda nova documentação com a comprovação de que as adequações solicitadas foram sanadas, para obter novamente o recurso de custeio mensal referente a Unidade de Suporte Avançado (UTI Móvel) de Avaré. 

A Promotoria de Justiça de Avaré disse que aguarda esclarecimentos acerca dos fatos por parte da Prefeitura Municipal.

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