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Polícia Crime em Avaré

Menino torturado até a morte morava com o pai após a mãe perder a guarda por conduta agressiva do padrasto, diz MP

Criança de 7 anos estava morava com o pai em Pardinho (SP) e foi morta enquanto passava as férias escolares com a mãe e o padrasto em Avaré. Casal está preso e virou réu.

02/09/2021 11h55
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Por: A Estância Fonte: G1
Menino torturado até a morte morava com o pai após a mãe perder a guarda por conduta agressiva do padrasto, diz MP

A mãe do menino Carlos Henrique Santos do Carmo, de 7 anos, que foi torturado até a morte em Avaré, no interior de São Paulo, tinha perdido a guarda dos filhos por causa da conduta agressiva do padrasto, de acordo com o Ministério Público.

A morte aconteceu no dia 4 de agosto, enquanto Carlos Henrique e o irmão dele, de 10 anos, passavam as férias escolares na casa da mãe em Avaré. Os dois moravam em Pardinho, com o pai, que segue responsável pelo filho mais velho.

"As crianças chegaram a ser levadas para morar com o pai, em Pardinho, porque a mãe perdeu essa guarda por conta do padrasto. Então não tem como ela não saber do que acontecia”, detalha o promotor Marcos Vieira Godoy.

 

O padrasto Dione Teixeira dos Reis, de 28 anos, foi preso em flagrante após o crime e indiciado por tortura qualificada pela Polícia Civil. Já a mãe Sara Santos da Fonseca, de 29, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no dia seguinte, mas não foi indiciada após a conclusão do inquérito policial.

De acordo com o delegado Levon Torossian, a Polícia Civil não encontrou elementos no depoimento do menor de 10 anos para indiciar a mãe das crianças. Mesmo assim, a promotoria decidiu oferecer denúncia contra ela.

Para o promotor responsável pelo caso, "a mãe tem a obrigação de zelar pela criança, e ela foi omissa". Segundo ele, depois de ouvir o Conselho Tutelar, as circunstâncias do crime comprovaram que a mãe tinha conhecimento das agressões.

No dia 27 de agosto, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público, que denunciou os dois pelos crimes de tortura qualificada, cárcere privado e omissão, no caso da mãe. Com isso, o casal passou à condição de réu e começou a responder o processo judicial, no qual os dois podem ser condenados a cumprirem pena ou absolvidos.

Dione Teixeira dos Reis está na Penitenciária II de Serra Azul e Sara Santos da Fonseca foi transferida para a Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto na última terça-feira (31).

A defesa do casal é feita pela Defensoria Pública, que informou que não comenta casos criminais em andamento e que irá se manifestar apenas nos autos.

 

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