Segunda, 02 de Agosto de 2021
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Saúde Impacto da pandemia

O impacto da pandemia na vida dos profissionais da saúde da Unimed Avaré

Médicos, enfermeiros, técnicos, biomédicos, entre outras categorias, são profissionais que, diariamente, se dedicam aos cuidados dos pacientes com Covid-19.

15/07/2021 11h46
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Por: A Estância
O impacto da pandemia na vida dos profissionais da saúde da Unimed Avaré

Decretada há mais de um ano pela OMS (Organização Mundial de Saúde), a pandemia do novo coronavírus causou mudanças na vida de toda a população. No caso dos profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à doença, o impacto tem proporções ainda maiores. Médicos, enfermeiros, técnicos, biomédicos, entre outras categorias, são profissionais que, diariamente, se dedicam aos cuidados dos pacientes com Covid-19.
            Neste momento em que o Brasil está vivendo uma fase crítica da pandemia, a situação exige mais esforço por parte dos profissionais da saúde. Em Avaré, a realidade não é diferente. “Estamos no pior momento da pandemia. O Pronto Socorro Municipal está superlotado, com pacientes entubados aguardando vaga de UTI, hospitais da região sem vaga”, afirmou o endocrinologista Leandro Michelin, vice-presidente da Unimed Avaré.
            Segundo o médico, no âmbito da Unimed, foi implantado um ambulatório especial para pacientes com Covid-19 que, além dos beneficiários da Cooperativa, atende pacientes particulares. “Nosso objetivo foi ajudar a suprir a demanda e, com isso, aumentou o número de pacientes que procuram o ambulatório. Chegamos a ter pico de atendimento de 150 pessoas por dia”, explicou Leandro.
            Além de ser responsável pela parte administrativa da área de internações da Unimed para pacientes com o vírus (Ala 1 da Santa Casa de Avaré), o vice-presidente da Unimed passou a integrar a equipe de médicos que atendem na Ambulatório de Covid-19. Coordenado pelo pneumologista Valmir Kuniyoshi, diretor administrativo da Unimed Avaré, a equipe do Ambulatório também conta com a médica Ana Caroline Poçarli. “Tive que abrir mão de algumas horas do consultório para atuar no atendimento aos pacientes com Covid”, disse Leandro.
            Na opinião do médico, a falta de assistência é um dos principais problemas com relação ao enfrentamento do novo coronavírus. “Quando o paciente é assistido e tudo é identificado no começo, a chance de sobreviver à doença é infinitamente maior”, observou. 

Rotina mais intensa
            A biomédica Renata Paulucci Negrão Duarte, responsável pelo Laboratório da Unimed, afirmou que, na pandemia, a rotina de trabalho ficou mais intensa. “Além dos exames de rotina, fazemos muitos exames para diagnóstico de Covid e para acompanhamento das pessoas contaminadas que estão em tratamento”, relatou.
            Segundo Renata, outro fator que mudou a rotina foi a necessidade da urgência no resultado dos exames. “Por isso, o Laboratório adquiriu um equipamento para realizar um teste de Covid cujo resultado sai no mesmo dia, agilizando o diagnóstico e possibilitando iniciar o tratamento mais rápido dos pacientes”, enfatizou a biomédica.

Sentimento de impotência
            Para a enfermeira Ana Maria Gambini Rodrigues, responsável pelo serviço de enfermagem do Ambulatório Especial contra Covid-19 e pelo Centro Cirúrgico da Unimed, a pandemia lhe causa um sentimento de impotência. “Tivemos que aprender a enfrentar algo brutal que é o sofrimento da perda de muitos membros da mesma família em questão de dias. Isso acontecia em alguns acidentes automobilísticos. Agora, assistimos famílias sendo destruídas por algo desconhecido e aterrorizante”, relatou Ana Maria.
            Do ponto de vista emocional, na opinião do vice-presidente da Unimed Avaré, Leandro Michelin é muito difícil vivenciar o sofrimento provocado pela Covid-19. “Já perdi pacientes e amigos próximos. Ninguém está preparado para morrer e ninguém quer perder um ente querido, mas infelizmente a gente tem que saber que isso pode acontecer e precisa enfrentar de cabeça erguida com fé e entregar às mãos de Deus”, disse Leandro.

Apelo à população
            Sobre o crescimento do número de casos e de mortes no Brasil, o médico Leandro, a enfermeira Ana Maria e a biomédica Renata são unânimes: a população precisa se conscientizar da gravidade da situação e obedecer às medidas necessárias para evitar a disseminação do vírus, como usar máscara, sempre lavar as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool, cumprir o distanciamento social, não promover festas, reuniões e outros tipos de aglomerações.
“É importante que as pessoas saibam que não há vaga para internação na rede pública. Se alguém pegar Covid e precisar de oxigênio, provavelmente, não vai conseguir na rede pública e nem na rede privada. Então, não tem outra palavra para dizer a não ser: se cuidem”, alertou o vice-presidente da Unimed.
            A biomédica Renata ressaltou que, independente da idade, se alguém for contaminado pelo novo coronavírus, é difícil saber como o organismo vai reagir. “Algumas pessoas evoluem bem, mas outras não têm a mesma sorte e podem ir a óbito. É preciso que todos tenham consciência que esse vírus é muito perigoso”. 
            Para a enfermeira Ana Maria, é necessário que a população reflita sobre seu comportamento, porque os atos impensáveis podem resultar no aumento do número de casos da doença e, consequentemente, de perdas de vidas. “Essa triste realidade está batendo a nossa porta. Vamos encará-la de frente e agir com responsabilidade”, enfatizou.

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