Terça, 20 de Abril de 2021
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Avaré está entre as cidades com mais mortes em março que em toda a pandemia

Entre as 10 cidades mais populosas que registraram aumento de óbitos em março, quatro pertencem ao Rio Grande do Sul. São Paulo também aparece no ranking, em segundo e terceiro lugar, com as cidades de Assis e Avaré, respectivamente.

06/04/2021 21h04 Atualizada há 2 semanas
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Por: A Estância Fonte: Metrópoles
Avaré está entre as cidades com mais mortes em março que em toda a pandemia

Em 464 cidades do país, a pandemia de Covid-19 provocou mais mortes em março do que em todos os meses anteriores. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais registrou localidades nessa situação. Ao todo, foram 111 municípios, cerca de 22% de todas as cidades do estado.

No pior mês da história da pandemia no país, um brasileiro perdeu a vida em decorrência da Covid-19 a cada 40 segundos, em média. O Brasil registrou 66.573 óbitos – média de 2.147 por dia. Até então, os piores dias da pandemia tinham sido registrados em julho de 2020, quando 32.881 brasileiros morreram por causa da doença, quase 1.060 a cada 24 horas.

O (M)Dados, núcleo de análise de grande volume de informações do Metrópoles, analisou dados sobre óbitos coletados na plataforma colaborativa Brasil.io.

Entre as 10 cidades mais populosas que registraram aumento de óbitos em março, quatro pertencem ao Rio Grande do Sul. São Paulo também aparece no ranking, em segundo e terceiro lugar, com as cidades de Assis e Avaré, respectivamente. Brumado (BA), União da Vitória (PR), Palmas (PR) e Quirinópolis (GO) também aparecem na lista, em seguida.

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O município de Santa Cruz do Sul, com uma população estimada em 131.365 pessoas, segundo dados do IBGE, é a primeira no ranking. Lá foram registradas, do começo da pandemia até o mês de fevereiro deste ano, 66 mortes. Só em março, o número total de óbitos chegou a 85.

O infectologista Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que, na primeira onda, a transmissão do vírus foi desigual, fazendo com que, na prática, tivessem várias “pandemias” no Brasil. Nesta segunda onda, segundo o especialista, cidades mais suscetíveis ao vírus, pelo pequeno número de contaminados ou de imunizados por vacinas, viram explodir os números de casos e óbitos.

“O colapso [na saúde] também contribui para a alta mortalidade. Pessoas que eram atendidas prontamente agora esperam por uma vaga na UTI por dias”, afirmou.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM)apontou o desabastecimento de medicamentos do chamado kit intubação – para tratamento hospitalar de pacientes graves com Covid-19 – em, pelo menos, 1,4 mil municípios. De acordo com o estudo, 625 cidades também sofrem com falta de oxigênio medicinal.

 

 

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