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Geral Baixa histórica

Represa de Jurumirim está com 30% do volume de água

Registro em Avaré é o terceiro mais baixo no mês de outubro nos últimos dez anos. Apesar do volume baixo, não há risco para a falta de fornecimento de energia elétrica, segundo operador nacional.

07/10/2020 15h08
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Por: A Estância Fonte: G1
Represa de Jurumirim está com 30% do volume de água

A represa de Jurumirim em Avaré (SP) está com 30,4% do volume útil, segundo informações da Agência Nacional de Águas. O índice representa uma baixa histórica sendo este o terceiro pior volume de água para o mês de outubro em 10 anos. 

Em outubro de 2018, a represa atingiu 21,38% da capacidade. No mesmo mês, em 2014, foi registrado o menor volume, com 24,75% da capacidade. A média para o mês de outubro é de 50%. 

Segundo a agência, os 30,4% representam mais de 3 trilhões de litros d'água. Apesar do volume baixo, ainda não há risco para o abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica, segundo o Operador Nacional de Energia Elétrica. 

A Usina Hidrelétrica Jurumirim começou a operar em 1962, perto dos municípios de Piraju e Cerqueira César (SP), para regularização do Rio Paranapanema e abastecimento de energia para a região do médio Paranapanema. 

Com potência instalada de 100 MW, este aproveitamento hidrelétrico possui um reservatório com capacidade para acumular cerca de 7,2 trilhões de litros de água, além de abranger uma área inundada de 449 quilômetros quadrados. A empresa CTG Brasil opera a usina e sua concessão vai até 2029.

A Prefeitura de Avaré informou que a represa de Jurumirim banha sete cidades da região do município, sendo que ao menos quatro delas usam o reservatório para o desenvolvimento do turismo. 

No entanto, segundo o Executivo, além deste setor, o baixo nível da represa também está causando danos ao meio ambiente. 

A prefeitura informou que já estão sendo tomadas providências junto ao Ministério Público Estadual e Federal contra a empresa, para que ela diminua o escoamento da represa, mantendo no máximo 40% do reservatório. 

Ainda conforme o Executivo, o turismo pode ser recuperado, mas a preocupação com a baixa do reservatório é principalmente por conta do meio ambiente, já que pode causar desequilíbrio na fauna aquática.

 

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