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Geral Saúde

Hospitais, Arenas e Avaré

Por Wilson Claudio

12/07/2020 14h47 Atualizada há 1 mês
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Por: A Estância
Hospitais, Arenas e Avaré

Há muito tempo o brasileiro tem queixas de sobras sobre o sistema de saúde no país. E neste momento de pandemia do Coronavírus (COVID-19) fica latente a necessidade de gestão na saúde pública e de que o dinheiro alçado do erário chegue de fato no atendimento das pessoas.

 

A falta de uma administração qualificada das instituições estimula o sucateamento do sistema público, gera não só desperdícios como descompromisso em relação ao alcance de metas e falta de logística inteligente nos processos internos. Isso sem falar na falta de informatização da rede.

 

Em 2014 a Bloomberg (portal americano especializado em economia) mediu a eficiência dos serviços de saúde de 48 países e o Brasil ficou na inacreditável última posição, atrás de países como Argélia, Irã e Peru.

 

Mas a pergunta é: os valores investidos, ainda que sejam baixos, alcançam a “ponta da linha”?

 

Penso que, se o caro leitor procurar pela internet vai facilmente encontrar que, ao longo dos anos, a corrupção desviou bilhões de reais da área comprometendo o atendimento adequado e eficiente para ajudar muitas vidas.

 

Diante deste cenário o Deputado Boca Aberta (Pros-PR) lançou no início do ano passado um projeto interessante e que até o momento não ganhou repercussão nos setores da sociedade como devia.

 

O PL nº 2149/19, de autoria do congressista, determina a obrigatoriedade de os agentes políticos eleitos utilizarem Serviço Único de Saúde-SUS durante o mandato eletivo.

 

Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivos e Legislativos Federais e seus parentes consanguíneos ou afins em 1º grau ficam obrigados utilizarem o serviço público hospitalar em caso de doenças ou enfermidades.

 

Ainda de acordo com o projeto a obrigatoriedade aplica-se enquanto durar o mandato eletivo e fica proibido o ressarcimento de gastos hospitalares, bem como o pagamento de auxílio saúde.

 

De acordo com o deputado, o quadro de descaso com a saúde pública somente vai ser alterado quando os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo Federal forem obrigados a utilizar o serviço público hospitalar em caso de doenças ou enfermidades, enquanto durar o mandato eletivo.

 

No momento o PL está parado aguardando parecer do Relator na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF).

 

Avaré

Já em Avaré (SP), por incrível que pareça, o município investe um montante de mais de R$ 90 milhões o que dá algo em torno de 23% do valor arrecado, ou seja, bem mais do que os 15% obrigatório pela legislação. Mas as ações e gestões no município estão longe de serem adequadas.

 

As promessas do plano de governo do prefeito Jô Silvestre (PTB) não se concretizaram. Como a construção de um novo prédio ou ampliação do Pronto Socorro; Posto de Saúde na Barra Grande e Costa Azul; Hospital Regional e Hospital Pediátrico.

 

A UPA (Unidade de Pronto Atendimento), que deveria ampliar os serviços à população, foi transformada em Pronto Socorro.

 

Aliás, a UPA é um caso típico de má gestão, já que foi inaugurada em 2019, cinco anos após o prazo que deveria ser entregue, além de custar mais de 1 milhão de reais do preço inicial.

 

Faço votos que o projeto do Deputado do Paraná alcance êxito, mas é uma pena que não atinja os políticos estaduais e municipais. Talvez, assim, os nossos representantes se coloquem efetivamente na pele dos assistidos pelo Sistema de Saúde do Brasil.

 

Quem sabe, desta forma, os hospitais terão mais importância do que Arenas, já que os espetáculos têm ofuscado as reais necessidades da saúde fragilizada do país.

 

Wilson Claudio de Oliveira

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