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Política Editorial

Ernesto Albuquerque (PT) entre a Cruz e a Espada

O fato é que, em plena Pandemia, o prefeito quer pagar gratificação para seus cargos de chefia

02/05/2020 15h00 Atualizada há 1 mês
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Por: A Estância
Ernesto Albuquerque (PT) entre a Cruz e a Espada

Quem acompanhou a sessão extraordinária da Câmara Municipal de Avaré (SP), dessa última quinta-feira (30), percebeu que alguns vereadores estão mais preocupados com a gratificação de uma elite do funcionalismo público do que com outros problemas sérios da cidade.

 

A bancada da oposição, que hoje não tem mais o PT como aliado, foi para o plenário esperando uma derrota frente à votação dos apoiadores de Jô Silvestre.

 

O fato é que, em plena Pandemia, o prefeito quer pagar gratificação para seus cargos de chefia, que hoje são estimados em 225. Isso demonstra que a prioridade do Executivo não é pagar o reajuste da base do funcionalismo, que está há quatro anos sem reposição salarial.

 

Toda a “tropa de choque” do prefeito foi acionada pra aprovar esse projeto, que chegou à Câmara identificada como “minuta” de projeto, demonstrando certa pressa no seu envio e colocando dúvidas sobre sua legalidade.

 

Durante a sessão também surgiram denúncias de que o projeto do prefeito estaria todo irregular e que também beneficiaria diretamente o familiar de um vereador da situação.

 

A revelação mexeu com os nervos do petista Ernesto Albuquerque que, teoricamente, mais uma vez estava para votar junto com os interesses do prefeito.

Mas motivos não faltam pra rejeitar a proposta. O projeto não estabelece regras claras para as gratificações, além de estar sendo apresentado em um momento totalmente inadequado, aumentando os gastos públicos e gratificando com dinheiro servidores que, em grande parte, estão em suas casas por causa da quarentena. 

 

Mesmo mostrando total sintonia com a bancada de Jô Silvestre e recebendo elogios rasgados de Roberto Araújo (PTB) e de Carlos Estati (PTB), Ernesto teve um lapso de consciência e preferiu pedir o adiamento do projeto, que será discutido junto com o Sindicato dos Servidores, membros do Legislativo e representantes da Prefeitura na segunda-feira, dia 4 de maio.

 

O petista mostra claramente que está dividido entre apoiar o prefeito mais uma vez, se juntando com o companheiro Barreto (PT), ou votar conforme sua própria consciência.

 

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